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Samuca admite "ajustes" na equipe

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Postado por: Administrador - em 22/11/2017 às 08:32

Reproduzimos a matéria foi feita pelo jornalista Fernando Pedrosa.

Prestes a completar o primeiro ano do mandato conquistado em 2016, o prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, admite que sua equipe sofrerá  mudanças no início do ano que vem. Aliás, mais mudanças,  já que – por pedidos de demissão ou exonerações decididas por ele – uma das características de seu governo é a de que auxiliares não devem apostar em estabilidade.

Na manhã desta terça-feira, durante cerca de uma hora, o prefeito conversou com o Fernando Pedrosa, adiantando que as alterações deverão ser efetivadas até fevereiro. No entanto, descarta uma reforma administrativa, assegurando que serão “apenas mudanças pontuais“, encaradas por ele com naturalidade.

- Mudança faz parte de qualquer empresa. Se não está ‘rodando’, tem que mudar mesmo. A equipe está bem, mas ajustes são sempre necessários – resumiu.

Samuca, é claro, evitou dar qualquer pista dos cargos onde vai mexer. Da mesma forma, evitou comentar que setores do governo precisam melhorar. “Isso é uma questão de avaliação interna”, esquivou-se, anunciando que “um grande seminário” será realizado no próximo mês para analisar o primeiro ano de sua gestão. Mas deixou o recado: “Nós trabalhamos à base de resultados. Dou a oportunidade, mas, se não tem perspectivas de melhoras, vamos fazer mudanças”.

De antemão, o chefe do Executivo faz uma avaliação positiva da sua gestão. Diante do pedido para que fizesse uma autocrítica, não titubeou: “Um jovem de 36 anos assumir a prefeitura depois de alguém que fez muito por Volta Redonda, um prefeito [Antônio Francisco Neto] que ficou muito tempo [no cargo]... Teria tudo para dar errado, mas estamos conseguindo avançar, desatando muitos nós”.

Nesta avaliação, Samuca acredita que um de seus méritos será chegar ao fim de 2017 com superávit, num ano de crise financeira, e diante do endividamento do município que ele divulgou poucos meses depois de assumir o cargo – motivo de polêmica entre ele e seu antecessor no Palácio 17 de Julho.

O prefeito enxerga em seu governo avanços em áreas como mobilidade urbana e saúde. “Tivemos a ousadia de mudar a gestão dos hospitais públicos e da Policlínica da Cidadania”.

Cita ainda como exemplo a renegociação de pagamentos em atraso e o fato de estar “rigorosamente em dia” com o pagamento do funcionalismo, contrariando previsões de que não conseguiria saldar a folha de pagamento do município já no segundo semestre.

- Vamos pagar novembro conforme o programado – afirmou.

- Novembro, dezembro e 13º? – quis saber o repórter.

- Novembro. Sou cauteloso – retrucou, enquanto, como bom filho de mineiros, degustava pãezinhos de queijo.

Samuca aponta algumas outras ações que, no seu entender, são provas inequívocas dos acertos de seu primeiro ano. “Este está sendo um ano de ajustes, mas qual prefeitura vai abrir um hospital?”, indaga, referindo-se ao arrendamento da Clínica São Camilo, que vai funcionar voltada especificamente para os idosos.

Ele aponta ainda a Rodovia do Contorno. Ressalvando que se trata de uma obra do governo estadual, faz questão de destacar a articulação do município para a retomada e conclusão da obra. A propósito: Samuca disse que a inauguração está confirmada para o próximo dia 5, com a presença do presidente Michel Temer.

Na lista de iniciativas – ou de nós desatados, como diz  – o prefeito de Volta Redonda inclui também outra que considera das mais significativas: a retirada da cidade do CAUC, uma espécie de Serasa do poder público, que impede a transferência de recursos federais e estaduais para municípios por causa de inadimplências com outros órgãos públicos. No caso de Volta Redonda, a pedra estava no sapato da Cohab (Companhia de Habitação).

- Só nove cidades do estado do Rio estão fora do CAUC. E Volta Redonda é uma delas, o que viabiliza novos projetos – comemora.

Articulação política

Na montagem de sua equipe de governo, Samuca optou por técnicos em cargos que, ocupados por políticos, poderiam lhe render mais dividendos com a classe e evitar desgastes. Um exemplo: costurou um por um com os vereadores para ter maioria na Câmara. Não se mostra arrependido, embora também não esconda que, ao conduzir a articulação política, se sobrecarrega.

- Realmente assumi esta articulação. Em geral, quem faz esta interlocução política é a Secretaria de Governo. Por outro lado, liberei os técnicos para trabalhar – acredita, lembrando ainda viagens a Brasília que resultaram na garantia de emendas parlamentares de R$ 6 milhões para a cidade.

O governo que Samuca enxerga é o mesmo que a população vê? “Tenho certeza de que a população, na sua maioria, está satisfeita, acreditando no futuro. Outras estão aguardando os resultados, o que é notório e normal”, responde o prefeito que, evidentemente, tem pesquisas de avaliação nas quais se baseia.

 

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