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O clima de tensão entre os empregados da Companhia Siderúrgica Nacional cresceu

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Postado por: Administrador - em 06/10/2017 às 06:31

O clima de tensão entre os empregados da Companhia Siderúrgica Nacional cresceu esta semana depois que o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense tomou conhecimento de que supervisores da empresa voltaram a realizar reuniões de convencimento para o fim do turno de revezamento de seis horas. Agora o objetivo é impor a implantação do TURNO FIXO DE OITO HORAS.

O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense convocou uma assembleia para a próxima segunda-feira, 9 de outubro, às 18 horas, na Praça Juarez Antunes, com o objetivo de, entre outros assuntos, deliberar sobre uma possível greve a ser deflagrada caso a CSN confirme a implantação do turno fixo de oito horas, a partir do dia 16 de outubro. A convocação foi decidida depois que o sindicato recebeu denúncias dos trabalhadores do turno afirmando que os supervisores e gerentes continuam ameaçando com a implantação do turno fixo de oito horas, em substituição ao turno de revezamento de seis horas. Nesse regime, o trabalhador vai fazer sempre o mesmo horário.

O sindicato informou, em boletim distribuído à categoria, que pediu oficialmente à siderúrgica que se posicionasse sobre as denúncias, mas até ontem, quinta-feira, 5 de outubro, não havia recebido nenhuma resposta da empresa.

A assembleia é uma forma de mobilizar os trabalhadores do turno e informar a eles sobre as consequências da implantação do turno fixo, que, diferentemente do turno de revezamento, pode ter oito horas, de acordo com a legislação em vigor.

Os rumores sobre a implantação do turno fixo ganharam corpo depois que o plebiscito decidiu, em votação realizada no dia 25 de setembro, que o Sindicato dos Metalúrgicos deveria se abster de negociar com os representantes da Companhia um possível retorno do turno de revezamento de oito horas, mesmo com a concessão de algumas compensações pela empresa. Uma das preocupações do sindicato é que a implantação de turno de oito horas, seja ele de revezamento ou fixo, deve resultar em corte de pessoal, já que uma “letra”, ou seja, o grupo que trabalha no mesmo turno, se tornaria desnecessária.

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